A transcrição consiste em transpor para o papel exatamente o que está sendo dito pelos interlocutores da conversa, incluindo sobreposição de falas e ruídos ambientais, já a textualização consiste na reprodução do conteúdo sonoro em palavras escritas pela narrativa coerente e transparente das intenções comunicativas do falante além da oralidade.

A textualização e a transcrição são procedimentos utilizados na análise de áudios ou vídeos com a finalidade de degravar, ou seja, de transpor um conteúdo de fala para uma versão escrita.

Enquanto a degravação se refere a um vocabulário mais abrangente e utilizado com maior frequência no âmbito jurídico, a transcrição e a textualização são métodos utilizados por várias áreas do conhecimento com procedimentos e objetivos distintos. Outra diferença da degravação é o fato de ela utilizar metodologia pericial forense, sendo apresentada em formato de Parecer Técnico ou Laudo Pericial, além de ser um dos exames periciais mais solicitados no âmbito da Fonética Forense.

Recomenda-se fortemente que tais procedimentos sejam realizados por profissionais da Comunicação Humana, experientes e devidamente registrados em seus conselhos de classe, que comprovem conhecimento nas áreas da fonética articulatória, fonética acústica, sintaxe, semântica, lexicologia,  morfologia, psicolinguística,  sociolinguística e dialetologia, com habilidade linguística para a interpretação lógico-verbal, capaz de reunir as partes mais relevantes do conteúdo, através da reprodução de discursos, de suas intenções, relações, situações e correlatos, encadeados cronologicamente.